Quando se definem aumentos salariais, seja para a função pública ou para o sector privado, geralmente definem-se percentagens: 2%, 3%, 5%, etc.
Ora, se o aumento for 3%, quem ganha 5000 euros é aumentado 150 euros, e quem ganha 500 é aumentado 15 euros. Quem ganha muito é aumentado muito, e quem ganha pouco é aumentado pouco. Já é antigo o ditote: "dá-me o teu aumento que eu dou-te o meu vencimento".
É justo? Se já existem graves desigualdades (Portugal é o 3.º país do mundo onde há mais desigualdades, depois do méxico e da turquia, e a par com os EUA), com este critério de aumentos essas desigualdades só se agravarão.
A minha ideia é que o aumento devia ser em valores absolutos: este ano o aumento é de, por exemplo, 51 euros - para toda a gente!
Assim se seria mais justo e se dava um contributo para diminuir as desigualdades.
Parece-me uma ideia clara e positiva.
E exequível. Talvez só não queiram pô-la em prática aqueles que são mais ricos e que são egoístas - e os economistas ligados ao governo ou aos patrões, que terão de contabilizar o aumento global e depois dividi-lo pelos beneficiários, e é mais fácil contabilizar percentagens do que calcular valores absolutos. Mas não me parece nada impossível!
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